Já não há quem ignore o movimento de crescimento em torno de Neto Coelho. O jovem empresário, estreante na vida pública, vem avançando em ritmo acelerado, arrebatando lideranças, agregando apoios e ampliando uma rede política que começa a ganhar musculatura.
O que inicialmente poderia ser tratado como uma candidatura de estreia começa a assumir contornos bem diferentes. Neto tem ocupado espaços, atraído lideranças e mostrado uma capacidade de articulação que surpreende até quem acompanha de perto a movimentação eleitoral.
E é justamente aí que mora a preocupação dos adversários. A cada nova adesão, a candidatura ganha volume e transmite a sensação de que existe uma engrenagem política em pleno funcionamento. O crescimento deixou de ser apenas uma expectativa e passou a ser observado com atenção e certa apreensão por quem está do outro lado da disputa.
Neto Coelho chega à arena política sem carregar o peso da velha política, mas com a força de quem sabe construir pontes, reunir pessoas e transformar relacionamento em apoio. O resultado é uma candidatura que cresce de baixo para cima e que, a cada movimento, amplia seu campo de atuação.
A expressão que começa a circular para definir o fenômeno é direta: rolo compressor. Ainda é cedo para cravar o desfecho das urnas, mas uma coisa já parece evidente: Neto Coelho deixou de ser apenas uma novidade na disputa. Tornou-se um nome que precisa ser levado a sério.
E, pelo andar da carruagem, quem não prestar atenção agora pode acabar vendo o rolo compressor passar, e já não haverá muito o que fazer depois.




